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novembro 13, 2011

Abertura do 19ºFestival Mix Brasil. – Por Elvis Belmontt


Ontem estive presente na abertura do 19ºFestival Mix Brasil da Diversidade Sexual com o tema “Diversidade para todos”. Chegando ao Cine SESC Augusta, ficar de frente com personalidades que lutam pela igualdade de direitos humanos, provando que todos tem um único caminho a seguir e saber conviver em sociedade.
O comando da apresentação este ano teve um diferencial, a apresentadora Penélope Nova comandou o início desta a mostra. Fazendo jus a sua irreverencia e criatividade. Não podemos deixar de mencionar as presenças dos diretores do Mix: André Fisher e João Federici. Como convidados especiais para esta edição temos os meninos do Arisa, lindos de morrer (rs).

Com a proposta de “ocupar” a selva de pedra, Sampa City, as atividades estão bem democráticas e flexíveis. As abordagens de temas, públicos, sons, gostos, valores, permissões… tudo dentro de um ambiente maior e espaçoso. Transformando este momento significativo, provando que a Diversidade é para todos.
O filme que abriu a maratona de 10 dias, “Tomboy” – Céline Sciamma, foi eleito o melhor filme no Torino International Gay & Lesbian Film Festival, em 2011 e faturou o Teddy Jury Award no Berlin International Film Festival.

Tendo como temática a sexualidade infantil, onde uma família francesa muda-se de bairro, e a pequena Laure apresenta-se aos coleguinhas do condomínio como garoto. Os pré-conflitos dilacerados e mostrados de forma poética, as dúvidas de uma criança que sente totalmente fora do eixo que o mundo permite e oferece naquele momento. Não podemos esquecer toda graça e alegria da pequena irmã, com seu jeito de menina francesa encanta a plateia.

O longa deixa-nos livres as sensações, com roteiro bem elaborado e um assunto relevante, a diretora caminha numa linha bem tênue, mas envolve o espectador ao encontro certo com a estrutura de sua obra ali evidente.

Dando um desfecho coeso com que demonstrou durante toda a sua leitura ao tema.

Sem dúvida, um filme a ser visto e revisto.

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novembro 13, 2011

Que cachorro é esse? Crônica por Marco D’Campos


 QUE CACHORRO É ESSE

SE VOCÊ NÃO CONHECE

VENHA CONHECER

VENHA COLHER  ROSAS

VER O SOL NASCER…

Sábado de carnaval o boteco do File lá no Beco do Conforto como de costume está repleto de gente do Beco e redondezas, para se ter uma idéia até o Marquela , que já tinha desencarnado resolveu dar uma passadinha por lá.

Como isto e possível? Garota eu te explico tá, é só ter um pouco de paciência, sabe a Mie aquela japonesa negra lindíssima? Esta mesmo, na época do acontecido a Mie estava se desenvolvendo no promissor centro do Pai Peita Florida, vai daí que o Marquela, copo emérito resolveu dar o ar da graça naquele dia lá no bar do Filé utilizando o corpinho da fofura como instrumento.

Mas como eu ia dizendo estava todo mundo bebericando um chopp, um cafezinho, um ácido sulfúrico… De repente entra um sujeito com um cachorro que não tinha mais tamanho, aliás não era um cachorro era um cavalo que latia.

_Que cachorro

Disse alguém lá no fundo do boteco.

_Campeão do mundo.

Respondeu o dono do cachorro sem dar muita atenção.

_Campeão de que amizade?

Perguntou o Tatú

_De luta de cachorro, não existe no mundo um só cachorro capaz de derrotá-lo, ele arrasa qualquer um que o enfrentar em menos de cinco minutos.

_Acho que não arrasa não.

Falou o Quinho irmão da Haluane e da Luana lá do fundo do boteco.

_ Como não arrasa, aposto mil reais com quem falou essa bobagem…

_O Tatú que é um apostador compulsivo não ia deixar barato, se adiantou e falou:

_ Eu tenho um compadre que mora aqui perto, ele tem um cachorro que eu acho que o seu não encara não, afina, amarela, enfim não ganha dele não.

_ Manda vir, manda vir, mil reais meu contra cem contos do senhor, é pegar ou largar.

O Tatu que não é de fugir da raia, apostou.

_ Tá valendo.

Logo em seguida, o Tatú gritou para o menino Quinho:

_ Quinho, vai lá na casa do compadre Ceará, marido da Zuila e manda ele vir aqui com o Totó.

Aí, o proprietário do cachorro campeão rompeu em gargalhadas.

_ Quá quá quá Totó, quá quá quá, isto lá é nome de cachorro, nome bonito tem o meu, que tem linhagem de campeão, Thor, isto sim é nome de cachorro, ele é tratado com ração especial e anabolizantes, quer saber, dobro a aposta com quem quiser.

O Filé aceitou, o Bel da lapa, o gordo Maceroso, o Mortão. A Darci, o Derão, o Arlen, A Alcione Lola, a Ane, A Diva, A Meire, a Sônia Cobrinha, que dorme só de calcinha, até minha neta Sofia aceitou o desafio e morreu com uma grana.

Meia hora depois de alguma impaciência apareceram, o menino Quinho, o Ceará sem a Zuila, mas acompanhado do Totó, um cachorro muito lerdo, eu estava para ver cachorro mais cansado, gordo, pesadão, preguiçoso.

A musa Darci, que não é trouxa nem nada, retirou a sua aposta sendo seguida por outros tantos apostadores, após verem o estado deplorável do cachorro do Ceará, que só poderia ser campeão de comer arroz com feijão.

_ É essa anta aí que vocês acham que vai vencer meu ágil campeão? Isto aqui é uma máquina de matar, uma mistura de Minotauro, Anderson Silva e Shogum.

Gritou cheio de empáfia o dono do cachorro campeão, o tal de Thor.

_ Não vamos perder tempo, tenho mais o que fazer, ponha os dois aí no meio da roda.

O pessoal fez uma roda, o dono do tal cachorro campeão mal conseguia segurar a guia da coleira do seu feroz animal, enquanto isso do outro lado, o Totó nem conseguia abrir os olhos de tanto sono, quase dormia encostado nas pernas do compadre Ceará.

Foi conferido o dinheiro depositado em cima do balcão, checado quem continuaria a postando e quem sairia da aposta.

Clima de apreensão igual, só no milésimo gol do Pelé, foi solto o cachorro campeão, que imediatamente partiu pra cima do desanimado Totó, que num esforço monumental abriu um olho, talvez de susto ou medo, numa atitude de pura defesa, levantou a pata esquerda e plaft, deu uma porrada na fuça do campeão, igual o Anderson Silva fez com o Vítor Belfort.

A porrada do Totó foi tão violenta, que o campeão caiu durinho durinho no chão, em meio a uma poça de sangue  jazia o tal Thor campeão, mortinho mortinho, sem apelação.

_ Ohh!!!

Foi o que fizeram todos os presentes, o Ceará passou a mão na grana, na parte que lhe cabia por direito e ainda teve a dignidade de nem zombar o proprietário do defunto campeão.

Quando compadre Ceará já ia e retirando com Totó e o menino Quinho, o dono do cachorro vencido, refeito do susto, correu atrás deles e falou.

_ Amigo, quanto o senhor quer por este animal?

_ Não vendo não, ele já é da família, é de estimação.

_ Então me diga, onde foi que o senhor conseguiu esta potência de animal, que raça é esta, de onde veio?

_ Sei não senhor.

Disse o Ceará humildemente.

_ Já estou com ele há três  anos, peguei lá no parque da Aclimação, lá tinha um circo que ia fechar, o dono do circo, deu o bichinho pra mim, cortei o pelo dele em volta do pescoço, dei um banho e desde então ele está lá em casa.